sexta-feira, 27 de março de 2009

Identidade

"Às vezes nem eu mesmo
sei quem sou.
Às vezes sou
"a minha queridinha",
às vezes sou
"moleca malcriada".
Para mim
tem vezes que eu sou rainha, heroína voadora,
cowgirl lutadora,
jogadora campeã.
Às vezes sou pulga,
sou mosca também,
que voa e se esconde
de medo e vergonha.
Às vezes eu sou She-ra
Atenas vencedora,
peito de aço,
goleadora!
Mas o que importa
o que pensam de mim?
Eu sou quem sou,
eu sou eu,
sou assim
sou menina."

Pedro Bandeira
"A vida é pra valer
A vida é pra levar"

Vínicius de Morais

quinta-feira, 26 de março de 2009

Erol. Lore.

Lore era encantadora. Era dona de uma incrível capacidade de causar náuseas. Vestia roupas nada usuais e acabava chamando a atenção de todos com seu perceptível charme. Possuía uma beleza, escondida por debaixo de seu interior pouco explorado. Morreria por uma causa que significasse o suficiente para doar a vida. Mal sabia como abraçar, mas ainda assim, era importante ser abraçada. De alguma forma, sentia-se especial. Não por ser o que era, mas por querer o que queria. De alguma forma, Lore, a garota alta de cabelos azuis e olhos coloridos, era sim, especial. Trazia consigo a paz, mas ainda estudava o melhor jeito de transmiti-la. Tinha uma história de vida bem forte, e ainda assim, sabia falar 5 idiomas e tocar violino. Não era de família rica, mas trazia consigo o dom de querer. Se não conheces a magia dos acordes da paz, viver nunca será viver - dizia. Ela trazia a paz, porque conhecia os acordes da vida. Conseguia fazer qualquer pedra derramar lágrimas de tristeza ou até alegria. Mas o que ela queria era tratar a paz de forma recíproca, over and over again.

quarta-feira, 25 de março de 2009

While Mário Talks...

Tento esconder que sinto frio
e meus pés gelados suam.
E tenho não transparecer a ausência do tal frio
e minhas mãos esquentam ignorando o clima.
O casaco aquece meu corpo dolorido,
congelado pelo vento.
Minha mente recorre a pensamentos ilícitos,
derretendo o gelo em meus pés.
A luz já incomoda meus olhos
e o clima já não tem tanta importância.
Sinto o cheiro de um gás estranho, e percebo que
meu cérebro já não distingue mais as coisas.
Existe ou não? Verdade ou mentira?
O casaco já não protege mais meu corpo
e minha alma sente frio,
meus pés sentem frio.

terça-feira, 24 de março de 2009

Blinded Eyes.

I wish I could see,
see what's happening to me.
I wish I could fly,
fly above the sky.
I wish I could feel,
feel what I need to feel.
I wish I could,
I wish I could live.

segunda-feira, 23 de março de 2009

LSD

meu olhos estão cansados
mas o cheiro de hortelã ainda está no ar.
ainda restam alguns pingos da chuva que passou
e ainda não é tempo de mudança.

domingo, 22 de março de 2009

Tempo Perdido.

"Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo:
Temos todo o tempo do mundo.

Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia:
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".

Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem.

Veja o sol dessa manhã tão cinza:
A tempestade que chega é da cor dos teus
olhos castanhos
Então me abraça forte
e me diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo:
Temos nosso próprio tempo.

Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas agora.
O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido,
ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens."

Renato Russo, Legião Urbana.

sábado, 21 de março de 2009

Gêápê.
Isqueiro.
Thoughts.
Feelings.
Pain.
Banheiro.
Solitude.
Lágrimas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ciúmes

"Como faca afiada é o ciúme,
Me rasga o peito, me corta por dentro,

Corro, me escondo, fujo
Esbravejo, resisto, luto
mas não resisto, falta alento.

Quebro meus discos,
Rasgo os meus versos,
Arranho meu corpo,
Fico insana, louca,
Perco o tino, me desespero.


Quebro os cristais,
Queimo os retratos,
Me aplico penitências
E estando sem consciência,
Meu pobre coração maltrato.


Mas depois que o ciúme se vai,
Fico sem jeito, perco a graça,
Pois vejo que não tem motivo
O mal que me tem afligido
E o ciúme desvanece e passa.

Me lembro da tua voz,
Jurando amores eternos,
Lembro dos teus carinhos
,
Do teu adorável jeitinho,
E me torno uma mulher mais terna.

Como posso ter ciúmes,
Se tu diz que só me vê,
Entregou a mim tua vida
Sendo o Noivo querido
Que para sempre vou ter.

Sabe o por que de meu ciúme?
É por te querer e te amar,
E ter a insegurança,
Como se fosse uma criança,
De você partir e me deixar.
"

Por: Alexandre Rogério

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ylfrettub Three

E a borboleta chora outra vez,
Ao realizar pela terceira vez,
que nunca foi borboleta, e sim, lagarta,
e uma Ylfrettub ela nunca poderá ser.