sábado, 27 de dezembro de 2008

Breve Conto de Liebe.

Aquela criatura nunca havia pensado em juntar-se com outra. O que era aquilo? Juntar-se só trazia problemas, discussões, mudança de planos. Também não pensara em se reproduzir. Ter que educar outra criaturinha, gastar, sofrer, não repetir os erros de seus antepassados. Tudo isso só pra levar adiante seus genes e dizer que possui algo seu? Não!Aquela critura queria viver a própria vida, viajar, realizar sonhos, ser independente! Ter sua toca, suas válvulas de escape, seu próprio pão e acima de tudo, a sua liberdade.
Mas o destino, o qual a tal criatura não pensava existir, lhe pregou uma grande peça, por não acreditar nele. Encontrou uma outra critura, de genes, cor, tamanho, inteligência e sexo diferentes. Aquela criatura era esplêndida! E a partir dali seus desejos mudaram de rumo...
Tudo o que a pobre criatura agora queria era juntar-se a outra. Algo inacreditável. Nem ela acreditara que todos os desejos tão falados, repetidos e sonhados agora eram uma simples marca de um passado. A.C. D.C.; Antes-da-Criatura e Depois-da-Criatura.
Nunca teve tamanha certeza em sua caminhada. Não queria mais mudar de rumo. Era aquilo e pronto. Todos a julgavam, por acreditar que a indefesa criatura havia se precipitado demais em querer juntar-se. Porém, a criatura não escutava ninguém a não ser seu coração.
Seguiu em frente, lutando por sua máscula criatura. Lutaram, defenderam sua toca, ganharam seu pão e juntos foram conquistando seus sonhos e desejos. Um satisfazendo o outro. Não eram apenas amantes, mas amigos, irmãos, confidentes, camaradas, e isso os tornava mais forte a cada dia.
As agora felizes criaturas possuíam uma vida. Juntos. Uma estória de amor, tatuada em meio a seus corpos ligados pelo universo e plugados pelo destino. E quem diria que aquela pobre criatura iria mudar seus planos de forma tão rápida e drástica só por causa de uma criatura fantástica?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

%

O foda é quando a minha melancolia se transforma em raiva e desprezo.
"quase caindo....
quase caindooo....
quase caindo no chão. "

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ylfrettub Two

E a borbolera chora mais uma vez,
ao anoitecer,
ao realizar por mais uma vez,
que não é borboleta,
e sim, lagarta,
e o que espera dela, ela não pode ser.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Folha em branco

A chuva cai lá fora e eu aqui, sentada em meio a escuridão e ouvindo a mesma canção repetidas vezes. Não sinto nada além de tranquilidade. Daqui a pouco o Sol vai nascer e será um novo dia. Devo acordar às 7:00, mas não sinto sono. Não sinto nada além de paz. Não sinto vontade, saudade e nem melancolia. Não sinto nada além de nada.
O violão repete os mesmos acordes e os mesmos versos são cantados. A chuva pára e o silêncio da noite ultrapassa a melodia relaxante e a doce voz ouvida dentro de cada centímetro de meu corpo. E mais uma vez a canção se repete.
Meus olhos começam a ficar cansados e meus ouvidos não reagem da mesma forma que reagiam da primeira vez que a melodia foi tocada. Se ouvem os pingos e o vento lá fora, e o silêncio dominador já não é o mesmo. Só o dedilhado suave e intenso cai sob minha mente, até acabar, e repetir tudo mais uma vez.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Passagem para o pensamento.

Andei até o ponto de ônibus. Esperei o mesmo por cerca de 4 minutos. Entrei, paguei e sentei-me no fundo, bem no canto. Apoiada sobre a janela, me pus a ouvir Hendrix. Viajei enquanto o ônibus viajava. Quando o mesmo passou pela orla, parou em um ponto desesperador. Eram umas quase 30 cabeças entrando de uma vez só. Todas elas com aquele ar de "ouço-funk-sou-boladão-e-pulo-a-roleta". Incrível como nós, seres humanos, estamos tão perto e tão longe ao mesmo tempo. As diferenças não se resumem à renda mensal, muito menos cor(que não vem ao caso). Elas são muitas. Gosto musical, prioridades na vida, educação. Vejo como os jovens de hoje estão perdidos. É, literalmente isso, perdidos. Não há uma salvação. Se há, por favor diga-me, pois preciso muito saber.
Abro o jornal e sempre está estampado a notícia de um jovem envolvido com tráfico, ou morto por causa dele. Não são necessariamente sempre esses motivos, mas estes são os mais frequentes. Não adianta se perguntar aonde a sociedade vai parar, a pergunta agora é a que ponto a sociedade chegou. E nós, caros internautas, vivendo nossas simples vidas em torno de orkut, msn, shoppingzinhos, trabalho, escola ou faculdade, estamos aqui. Estamos aqui.
Pense nisso, você não vive sozinho. Tem um mundo gigantesco ao seu redor, e você depende dele de muitas formas. Não há egocentrismo, tudo volta pra você depois. Já pensou que o jovem para o qual você não dá a mínima importância hoje é aquele que vai te assaltar amanhã? O jovem para o qual você não deu atenção é aquele que pode vir a matar um conhecido seu. O mundo é nosso, vamos lutar por ele.
Reflita.
Cada pêlo em sua face reluz uma emoção. Cada poro de sua pele me mostra o quão humano você é. Você me mostra o que os humanos têm de melhor.
Seu abraço pode ser tentador, esmagador ou até mesmo relaxante. Seu olhar me passa tranqüilidade, me sinto segura em volta de seus braços. O cheiro de sua pele me faz sentir colada à você.
Você me faz sentir especial.
Olhar para você com lágrimas nos olhos me faz querer desabar mais um milhão delas.
Estamos conectados por algo maior do que isso. Por dentro e por fora. Alma e corpo. Órgãos e mãos.
Ligados, para sempre.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ylfrettub.

E a borboleta chora ao entardecer...
por realizar mais uma vez,
que não é borboleta e sim lagarta.
E o que esperam dela, ela não pode ser.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

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Chega de tirar poeira do armário com velhos "poemas" de merda.
Melhor ir dormir e tentar pensar em algo que preste.

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Gente normal;
Olhos, boca, desejos ocultos;
Enfim, pessoas.

Mundo diferente
Totalmente modificado
Pelo homem; que belo estrago!

Natureza feia
Suja, porca
de restos de imbecis intoleráveis.

Rios em estado deplorável
Não valem um olhar orgulhoso
Não valem sonhos, nem a vida de ninguém.

Ar poluído
Cheiro de ambição
Ódio e vingança
Cadê o amor?

Nada vale mais do que o verdadeiro amor
Amor às coisas mais simples do universo
Amor à vida!